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  • Aline Gomes

Mulheres (IN)Dependentes

Sobre mulheres que foram criadas para serem donas do próprio nariz, mas não sabem ser totalmente independentes.

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"Cresci ouvindo meu pai dizer: 'Minha filha, tenha a sua carreira e trabalhe para não depender de homem!'."

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"Minha mãe sempre me disse: 'Eu não pude trabalhar porque precisei cuidar de você e dos seus irmãos, mas eu quero que você tenha a sua carreira e seja bem sucedida!'."

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Ouço frases como essas aos montes. Nos atendimentos com minhas clientes, nas rodas com minhas amigas e até nas conversar do metrô, entre desconhecidas.

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Somos uma geração que foi criada para ser a personificação do sucesso profissional, para ser independente e bem resolvida! Só esqueceram de nos ensinar como se faz isso… E hoje estamos cheias de expectativas nas mãos, mas com a mente carregada de frustração.

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Queremos ganhar muito bem - como papai nos orientou -, mas tememos perder nosso homem se formos "a estrela" do casal.

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”Aline, eu ganho mais que meu parceiro! Está pesado demais ser o 'macho' da relação";

”Aline, parece que eu assusto os homens com essa minha independência toda. Eu só queria um homem que cuidasse de mim.";

”Ai, Aline, acabo me relacionando só com homens mais jovens… Eles já entram na relação sabendo que eu bancarei e mandarei em tudo mesmo. Mas me sinto tão carente e sozinha…"

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Essa confusão mental é facilmente explicada. Nossa principal escola na vida é a nossa família de origem. É ali que tomamos aulas diárias de valores, crenças, medos, leitura de mundo e de relacionamentos. Crescemos vendo nossas mães dependendo financeiramente de nossos pais e essa dinâmica ficou impregnada em nossa tela mental. Por isso, pedir para fazer diferente não é tão simples. É como se com eles aprendêssemos diariamente a falar alemão. Só que um deles (quando não os dois!) vira pra gente e pede: "Seja uma boa menina e, ao crescer, quero que você seja fluente em japonês, ok!? Não fale alemão! Fale japonês!".

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Como, meu Deus! Como!?", questiona a menina. "Eu cresci falando alemão, vi a minha mãe - minha principal referência de feminino - falando alemão, falei alemão todos os dias da minha vida, mas vocês querem que eu fale japonês!? Como!? Se ao menos vocês me dissessem onde há um curso de japonês, beleza! Mas nem com essa informação fui orientada."

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Sim, a gente acha bonito ver aquela mulher bem resolvida!

Sim, a gente faz de tudo para cumprir o papel que papai e mamãe esperam!

Mas não, a gente não sabe ser assim...

Até damos alguns passos nessa direção, mas o homem que está ao nosso lado também foi educado para ser o macho da relação e não sabe onde enfiar a virilidade ao ver sua mulher contando com ele só para pegar as crianças na escola e ir ao mercado fazer as compras.

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Não estou fazendo apologia ao machismo e nem ao feminismo.

Não estou levantando a bandeira do retrocesso nas relações conjugais.

Não estou condenando os pais que desejaram que suas meninas tivessem um casamento melhor do que aquele onde elas foram criadas.

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Estou falando com as meninas-mulheres que se sentem perdidas, fracassadas, incompetentes e que tanto se cobram.

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Hei, vocês também estão dando o melhor de si, garotas!

Só precisam se lembrar do que a menina que habita em você realmente quer!

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Feche os olhos.

Ouça seu coração.

Respeite o desejo da sua alma.

Acolha-se mais.

Cobre-se menos.

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Diga à sua criança interior que ela é perfeita do jeito que é.

Faça isso diariamente.

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Seus pais te amarão de todo e qualquer jeito - estejam eles onde estiverem.

E seus filhos e marido terão muito orgulho se você assumir sua real identidade.

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Relaxe...

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Com Carinho,

Aline Gomes

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